A Antártida é um território de extremos, moldada pelos ventos e pelo silêncio. Um continente gelado onde a paisagem impõe seu ritmo e seus limites. Ao longo de 3 expedições, sendo duas delas realizadas a bordo de um veleiro, o fotógrafo vivenciou esse espaço não apenas como cenário, mas como um ambiente ativo e determinante. Este ensaio resulta da experiência em um território onde a vida se organiza a partir da adaptação às condições extremas. As imagens propõem uma leitura sensível da Antártida, revelando a relação entre forma, luz e matéria, e convidando à reflexão sobre a presença vigorosa da vida selvagem, que se manifesta em contraste com a aridez e a severidade do ambiente.