O Xingu é um território de convivência, onde rios, florestas e culturas se articulam de forma profunda. Ao longo desse período, convivi com indígenas das etnias Yawalapiti, Kamaiurá, Waurá, Kayabi, Kisedje, Matipu e Yudjá, participando de rituais como o Mawrawá, o Tawarawanã e o Kuarup, além do cotidiano nas aldeias. Este ensaio nasce da permanência e da relação construída no tempo, buscando registrar vínculos, modos de vida e a conexão íntima entre território, cultura e natureza. Há anos, retorno anualmente a essa região, em um percurso que se tornou também afetivo. Um lugar onde me sinto em casa.